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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Jardins em vasos

Lucilena Tironi/Colibri Paisagismo / Vasos cabem em qualquer cantinho e podem receber temperos e frutíferasMatéria do Jornal de Londrina.
Vasos cabem em qualquer cantinho e podem receber temperos e frutíferas
VIDA URBANA
Sem quintal e sem espaço, o jeito é fazer jardim de vasos
Publicado em 28/09/2014 | JULIANA GONÇALVES, DO JL
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Lucilena Tironi/Colibri Paisagismo / Vasos cabem em qualquer cantinho e podem receber temperos e frutíferas
Nem todo mundo tem quintal ou um espaço com terra para produzir a parte “verde” do imóvel. A boa notícia é que nem só no chão vivem as plantas e qualquer uma delas pode ser cultivada também em vasos, com exceção daquelas que ficam muito grandes. Uma pequena porção de vasos cabe em qualquer cantinho e pode resultar num belo jardim, desde que ofereça as condições básicas para sobrevivência das plantas.
A sugestão vale também para quem vive em apartamento, e só tem um terraço ou uma varanda. O mais importante é escolher espécies adequadas às condições de espaço e luminosidade. “Não é a terra que determina a sobrevivência das plantas. Ela serve como base, mas o mais importante é uma boa adubação e uma boa manutenção”, afirma a designer floral e paisagista Mirian Lopes Nakagawa. “Qualquer planta, tendo água e a quantidade certa de sol e sombra, pode sobreviver num vaso”, ressalva.
A ideia dos vasos, segundo ela, vale tanto para decoração quanto para proteção do imóvel. “Para não ter que colocar muro ou fechar alguma parte do quintal, a pessoa pode investir em vasos que criem uma barreira.”
O tamanho do vaso é um aspecto importante. É necessário saber quanto a planta vai crescer. “Eu indico vasos que tenham pelo menos um quarto do tamanho que a planta deve atingir.” Quanto à manutenção desses jardins, além da rega, deve ser feita adubação todo mês, de acordo com a espécie. Além disso, as folhas dessas plantas precisam ser limpas de vez em quando. “Elas são seres vivos e as folhas são como nossa pele e ficam obstruídas com a poeira.”
Frutíferas
Derrubando o mito de que árvores frutíferas precisam estar no chão para se desenvolverem, uma sugestão da especialista é utilizar essas espécies nos jardins de vasos. “Pode ser manga, lichia, pêssego, amora, maçã, jabuticaba. Elas vão produzir frutos mesmo no vaso, só não vão crescer tanto”, garante. A jabuticabeira vai muito bem como planta decorativa.
Em sacadas e coberturas, a sugestão da paisagista é acrescentar plantas pendentes ao jardim de vasos. Nos quintais, uma opção para incrementar a decoração é colocar floreiras de 25 centímetros de altura em volta dos vasos maiores. “Nas floreiras, podem ser cultivadas ervas, como alecrim, cebolinha, salsinha.”


quarta-feira, 30 de julho de 2014

                      Simbologia e Curiosidades sobre a Rosa

O nome vem do latim rosa e do grego rhodon. As rosas estão entre as flores mais antigas a serem cultivadas. A primeira parece ter crescido nos jardins asiáticos há 5000 anos. Na sua forma selvagem, a flor é ainda mais antiga. Fósseis dessas rosas datam de há 35 milhões de anos. Muitas variedades de rosas foram perdidas durante a queda do império romano e a invasão mulçumana na Europa. Após a conquista da Pérsia no séc. VII, os mulçumanos desenvolveram o gosto pelas rosas e, à medida que seu império se estendia da Índia à Espanha, muitas variedades de rosas foram novamente introduzidas na Europa. Durante a idade média, as rosas eram muito cultivadas nos mosteiros. Era regra que pelo menos um monge fosse especialista em botânica e estivesse familiarizado com as virtudes medicinais da rosa e das flores em geral. Sheakespeare, em Romeu e Julieta, com uma única frase, definiu bem aquilo que sentimos por esta flor: “aquilo que chamamos de rosa, com outro nome, seria igualmente doce”.

As propriedades medicinais das rosas são várias. A rosa vermelha, por exemplo, é usada na afecção da garganta e boca, também na atonia digestiva e diarréia. A rosa branca é usada na prisão de ventre infantil e, também, em inflamação dos olhos. Geralmente se faz infusão das folhas e pétalas.

Existem muitos mitos, lendas e curiosidades em relação com as rosas. A mitologia grega, conta uma história de que Afrodite deu uma rosa ao seu filho Eros, o Deus do amor. A rosa tornou-se um símbolo de amor e desejo. Eros deu a rosa à Harpócrates, o Deus do silêncio, para induzir a não falar sobre as indiscrições amorosas de sua mãe. Assim, a rosa se tornou também um símbolo do silêncio e do segredo. Na idade média, uma rosa era suspensa do teto da câmara municipal, comprometendo todos os presente ao silêncio.

Os romanos acreditavam que, ao decorar seus túmulos com rosas, apaziguariam os Manes (espíritos dos mortos) e os ricos incluíam em seus testamentos, que jardins inteiros de rosas fossem mantidos para fornecerem flores para suas sepulturas.

Nero era louco por rosas. Durante generosos jantares, pétalas de rosas choviam do teto para o banquete.

Os romanos tinham suas próprias idéias sobre a origem da flor. De acordo com sua lenda, muitos pretendentes foram escolhidos para casar com uma bela mulher chamada Rodanthe, mas ela não se interessou por nenhum. Estes homens estavam tão cheios de amor e desejo que se tornaram violentos e invadiram a casa de Rodanthe. Este episódio enfureceu a Deusa Diana, que transformou a mulher em uma flor e os pretendentes em espinhos.

A rosa é usada em várias simbologias. Talvez a mais famosa seja dos Rosacruzes. A regeneração universal e o segredo da imortalidade, constituíam a preocupação máxima dos alquimistas ligados à fraternidade dos Rosacruzes. Com a justaposição da rosa na intersecção dos ramos da cruz, simbolizavam eles, como se entendeu das inscrições hieroglíficas encontradas no grande triângulo descoberto no templo de Benares, a junção dos dois sexos, que levava, afinal, ao segredo da imortalidade. A rosa era o gracioso emblema de mulher, a imagem da discrição e, portanto o símbolo do silêncio; enquanto a cruz significava a virilidade do sol, pois era a junção que forma a eclíptica com o equador, com os pontos em “Picies” e “Áries” e outro no centro da Virgem. Dessa união resultaria a regeneração universal, ponto mais alto da doutrina secreta e de partida para a imortalidade. Neste aspecto, a rosa também significa ressurreição.

A flor da rosa possui, também, a tripla conotação de amor, segredo e fragrância. Tudo isso reunido daria a fragrância de uma vida santa. Caso dirigido à virgem da rosa mística.

As rosas assumem significados diversos de acordo com as cores que suas pétalas apresentam. Mas a roseira é uma planta tão emblemática, que até mesmo suas folhas possuem o significado de esperança. A rosa vermelha significa amor, porém num ramalhete junto com rosas brancas, assume o significado de unidade. As rosas brancas possuem o significado de inocência e pureza, reverência e humildade ou de segredo e silêncio. A amarela significa satisfação e alegria. A rosa cor de rosa significa graça e gentileza. A cor de laranja significa entusiasmo e desejo.

Talvez a rosa, seja a flor mais enigmática e simbólica de toda a botânica. Agora, quando você der ou receber rosas, já saberá que, antes de qualquer simbologia, está aí uma grande prova de amor.

Alma Collins
Enviado por Alma Collins em 09/01/2007
Código do texto: T341369